Hoje, quedo-me triste como um píncaro. Cansado, maquinalmente. Os meus bocadinhos de diferença esquecida, de sensações e consistência diluída num haver gente e mundo, transtornos invísiveis na fragilidade com que estilhaço e perco a conjectura paralela, esses pedaços de crosta que me doem na pele ao irem caindo, desfazendo-se liberdades vãs pelo tornado fora, mortes prévias sem cemitério...
A dureza da impotência, a dôr da simplicidade, a fome de não ter fome, de não engolir as mentiras todas, de não me engolir escassez. A aspereza de tudo isto vomitar o seu significado, em todo o externo, para o fora-fim. Dejecto de fragilidade.
E depois, há o ninguém (nem remoto) em que recaia isto com franqueza, em que recaia o eco de uma mensagem talhada, não há um verosímil sequer que me corte as veias deste palpitar suicida que é o quarto sem dormir.
Resta uma conclusão sem palato deste remoer-me frugal que inconcluso resta.